Saúde· 1 de agosto de 2026 · 6 min de leitura

Fator R para Fisioterapeutas e Nutricionistas: como reduzir seus impostos de 15,5% para 6%

Profissionais de saúde no Anexo V começam pagando 15,5% no Simples Nacional. Com o Fator R corretamente conduzido, a mesma atividade passa para o Anexo III e inicia em 6%. Veja como o cálculo funciona.

Se você é fisioterapeuta ou nutricionista com CNPJ no Simples Nacional, existe uma diferença de mais de 9 pontos percentuais entre pagar imposto pelo Anexo V (15,5% na primeira faixa) ou pelo Anexo III (6% na primeira faixa). O que decide em qual anexo você cai não é a sua profissão: é o Fator R.

O que é o Fator R

O Fator R é a razão entre a folha de pagamento dos últimos 12 meses e a receita bruta do mesmo período. Na folha entram pró-labore dos sócios, salários, 13º, férias e o INSS patronal. Na receita, tudo o que a empresa faturou.

A regra é simples: se folha ÷ receita for igual ou maior que 28%, a atividade é tributada pelo Anexo III. Abaixo de 28%, cai no Anexo V.

  • Fator R ≥ 28% → Anexo III, alíquota inicial de 6%
  • Fator R < 28% → Anexo V, alíquota inicial de 15,5%
  • O cálculo é refeito mês a mês, sempre olhando os 12 meses anteriores

Um exemplo com números

Imagine uma clínica de fisioterapia que faturou R$ 240.000 nos últimos 12 meses. Para atingir o Fator R, a folha precisa somar pelo menos R$ 67.200 no período — cerca de R$ 5.600 por mês entre pró-labore e salários.

No Anexo V, o imposto aproximado sobre esse faturamento fica em torno de R$ 37 mil no ano. No Anexo III, cai para a casa dos R$ 15 mil, mesmo somando o INSS sobre o pró-labore maior. A diferença financia com folga a estrutura da equipe.

Os erros mais comuns

  • Fixar um pró-labore mínimo para 'economizar INSS' e cair no Anexo V, pagando muito mais imposto no total
  • Esquecer que o Fator R é móvel: um mês de faturamento alto pode derrubar o índice
  • Distribuir lucro sem contabilidade regular, perdendo a isenção do sócio
  • Escolher o CNAE errado na abertura e nem chegar a discutir anexo
  • Não considerar o INSS patronal dentro da folha do cálculo

Como a Morais & Aguiar conduz isso

Nós monitoramos o Fator R todos os meses e ajustamos o pró-labore antes de o índice cair. Você recebe um relatório simples dizendo quanto falta de folha para manter os 6% e qual é a economia acumulada no ano.

Também avaliamos se o cenário PJ realmente supera o carnê-leão: para faturamentos muito baixos, às vezes vale esperar. Essa análise é gratuita.

Veja também: Contabilidade para fisioterapeutas

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